sexta-feira, 16 de abril de 2010
Voltando a ativa...
segunda-feira, 8 de março de 2010
E o prêmio vai para...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
AS ESCOLAS E ESTILOS
A seguir enumeramos as principais escolas ou estilos dramáticos, dando seus respectivos significados, embora de maneira sintética e também elementar.
Romantismo: Mostra as coisas fantasiosamente, explorando o sentimentalismo.
Realismo: Mostra as coisas exatamente como são, sem retoques.
Mostra as coisas tão naturalmente quanto possível, à semelhança de uma reprodução fílmica da realidade.
Expressionismo: Mostra as coisas não como elas se apresentam normalmente, e sim como julga que devam ser na sua essência.
Surrealismo: Mostra as coisas sem qualquer coerência, como ocorre no mecanismo dos sonhos.
Simbolismo: Mostra as coisas acentuando, poeticamente, através de alegorias, a significação que elas encerram.
Dadaísmo: Mostra as coisas de maneira lúdica, sem dar ao pensamento um sentido lógico.
Futurismo: Mostra as coisas em condições inéditas, projetando-as dinamicamente no tempo.
Realismo Seletivo: Mostra as coisas como são, porém em termos manifestamente artísticos, sem copiar a naturalidade da vida.
OS GÊNEROS DRAMÁTICOS

Na atualidade é difícil distinguir com exatidão os gêneros dramáticos, em virtude da grande da evolução que o teatro teve, todavia, por um esforço de boa vontade, vamos fornecer, sem maiores pretensões, uma idéia elementar dos mesmos, alinhando-os assim:
Tragédia: Peça de enredo funesto, dominado pela fatalidade e desenvolvido em tom de grandiloqüente.
Comédia: Peça em que predomina a sátira e a graça.
Drama: Peça que situa entre a tragédia e a comédia.
Tragicomédia: Peça trágica entrecortada por incidentes cômicos, cujo desenlace não é funesto.
Melodrama: Peça dramática na qual as situações são exageradas, dando-se ao trivial demasiada ênfase.
Farsa: Peça cômica marcante pela caricatura e tonalidade burlesca.
Revista: Peça de estrutura fragmentada e divertida, onde cenas de humor se alternam com números musicais valorizados pelo canto e pela coreografia.
Opereta: Peça feita à feição de pequena ópera estilizada.
Vaudeville: Peça cômica sustentada quase sustentada quase que unicamente pela intriga e pelo qüiproquó.
Commedia Dell’Arte: Peças praticamente improvisadas em cima de sinopses, com liberdade para os atores interpretarem a seu modo os personagens de caracterização fixa.
Sketches: Peças ligeiras, de curtíssima duração.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
SONOPLASTIA
ILUMINAÇÃO
No Brasil, a iluminação cênica conheceu, grosso modo, todos os estágios por ela experimentados em seu desenvolvimento histórico na Europa. Nossas primeiras manifestações teatrais, com a arregimentação de índios Tupi por José de Anchieta, ocorreram nas ensolaradas praias litorâneas, sob a luz natural que havia saudado o nascimento do teatro ocidental na Grécia Clássica, 2 mil anos antes. Nossas “casas de ópera”, os edifícios teatrais da era colonial, empregavam candeeiros e velas, tal como nos teatros metropolitanos, recursos que permitiam bem poucos efeitos ou atmosferas cênico-ficcionais. A partir da segunda metade do século XIX, foi introduzida a iluminação a gás e, já na virada para o século XX, a de lâmpadas incandescentes. Esse último recurso veio a possibilitar, dentro de seus limites, certo manejo estético da iluminação.
As considerações sobre a luz cênica não devem ser dissociadas daquelas relativas ao espaço cênico e à cenografia, não apenas pela contigüidade que manifestam mas, acima de tudo, porque, na maioria das vezes, os responsáveis pela iluminação eram os decoradores e cenógrafos, que a exerciam em modo complementar. Como função autônoma, o iluminador só vai surgir, no plano internacional, na primeira metade do século XX e, no Brasil, salvo raras exceções, a partir dos anos 1970, embora a atividade permaneça ainda hoje, em não poucos casos, como extensão das funções do encenador ou do cenógrafo.
Antes de iniciar um brevíssimo painel sobre os percursos evolutivos da iluminação teatral entre nós, gostaria de destacar algumas de suas particularidades estéticas.
A luz natural, proveniente do Sol e se deslocando segundo seu curso aparente, é percebida em si mesma como dramática, pois cria efeitos de sombras, faz brilhar superfícies, possibilita a gama de cores, cria relevos e alternâncias, infunde calor, propiciando a captação visual dos contornos, o sentido da tridimensionalidade e da perspectiva, além da duração dos instantes.
Independentemente de estilos ou afiliações artísticas dos espetáculos, a composição de um plano de iluminação para um espaço fechado deve equacionar ao menos quatro propriedades da luz, a ser pensadas em função de seus valores dramáticos:
intensidade: da menor claridade até o maior brilho alcançável, a iluminação possibilita o fenômeno da visão. A intensidade trabalha com alguns atributos,
CENOGRAFIA
Mas a arte cênica é uma arte especial, difícil. Cabe ao cenógrafo conciliar uma série de condições para permitir uma resposta à proposta cênica do diretor. Tudo tem que ser previsto, calculado com o maior rigor, para que sejam evitados os exageros, para que não se sacrifique a intenção do dramaturgo, para que se respeite o sentimento exato da concepção cênica, sem apelar para efeitos banais e fáceis. O cenógrafo colabora com o diretor, mas também com o autor, no sentido de que, através dos elementos descritivos que propõe, sejam representados tanto o pensamento do autor, como a verdade cênica desejada pelo diretor.